De joelhos para Trump? Flávio Bolsonaro leva discurso entreguista aos EUA

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como se não bastassem os ataques que promove nas redes sociais e em entrevistas contra nossas instituições e o sistema eleitoral brasileiro, foi até os Estados Unidos participar da CPAC, um encontro que reúne setores da extrema-direita mundial. O evento é recheado de discursos que disseminam desinformação e negacionismo em relação à ciência, à educação, aos direitos trabalhistas, aos direitos humanos, às aposentadorias, ao salário mínimo, entre outros temas sensíveis para a sociedade.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, até o momento não apresentou propostas consistentes aos interesses reais do povo brasileiro. Ao contrário, concentra sua atuação em pautas morais e de costumes para manter mobilizada sua base de seguidores que aliás, acreditam piamente em tudo o que ele fala sem pestanejar, sem conferir a veracidade ou não. Afinal, é mais fácil sustentar narrativas ideológicas do que estudar e elaborar propostas sérias voltadas ao desenvolvimento social, ambiental e econômico do Brasil.

Em seu discurso excessivamente alinhado aos interesses dos EUA, Flávio Bolsonaro conseguiu ir além do que fez seu pai quando este governava o país. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro adotou uma postura de forte alinhamento com os Estados Unidos, simbolizada em um episódio em que Jair Bolsonaro após se curvar aos interesses dos pais do Tio Sam, recebeu em troca um bonezinho do então presidente Donald Trump.

No encontro da extrema direita internacional, surge então uma pergunta inevitável: o que o pré-candidato à Presidência do Brasil ofereceu aos Estados Unidos? Em declarações que geraram críticas, Flávio Bolsonaro mencionou a possibilidade de ampliar a exploração de nossas riquezas minerais pelos estadunidenses sem se importar com nossa soberania.

Diante disso, cabe questionar: o que se pode esperar de uma figura política com esse posicionamento caso venha, em algum momento, a presidir o Brasil?

Por fim, enquanto milhares de pessoas protestavam em todas as cidades dos Estados Unidos contra Donald Trump pedindo seu impeachment, o senador do PL  discursava de forma submissa e entreguista no país demonstrando apoio político ao líder norte-americano e buscando respaldo internacional para uma eventual candidatura.

Segundo o escritor, historiador e professor de literatura comparada João Cezar de Castro Rocha, a partir de 4 de abril, prazo final para desincompatibilização de cargos para quem pretende disputar as eleições de outubro, Flávio Bolsonaro poderá enfrentar maior escrutínio público. Caso renuncie ao mandato de senador para concorrer, suas ações e posições políticas passadas tendem a ser analisadas de forma ainda mais intensa e direta.

Como diria Brizola: Essa gente vem de longe….

 

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