Disputa no Paraná esquenta: Moro lidera, Senado vira paredão e Curi pode mudar o jogo

O atual cenário para o Palácio Iguaçu mostra uma vantagem expressiva do senador Sergio Moro (PL). De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, o ex-juiz da Lava Jato aparece com 35% das intenções de voto no primeiro cenário, abrindo vantagem sobre seus concorrentes diretos.
Atrás de Moro, a corrida se desenha da seguinte forma:
Requião Filho (PDT): Aparece em segundo lugar com 18%. Filho do ex-governador Roberto Requião, ele tenta consolidar o nome como a principal alternativa da centro-esquerda no estado, apoiado pelo presidente Lula.
Rafael Greca (MDB): O ex-prefeito de Curitiba registra 15%. Greca rompeu com o grupo do governador Ratinho Júnior e migrou para o MDB, tentando capitalizar seu legado na capital.
Sandro Alex (PSD): Com 5%, ele é o candidato apoiado pelo atual governador Ratinho Júnior, que desistiu da pré-candidatura à presidência para tentar eleger o sucessor. O baixo percentual, no entanto, acende um alerta no grupo situacionista.
Alexandre Curi (Republicanos): Embora oficialmente ainda se apresente como pré-candidato ao Senado, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná tem seu nome fortemente cotado para migrar para a cabeça de chapa ao governo. Articulações de bastidores indicam que Curi pode compor uma chapa com Rafael Greca (MDB) ou até substituir Sandro Alex como o nome da base governista. Nos bastidores, a avaliação é que “o Senado ficou pequeno para Curi”, dada sua capilaridade entre prefeitos (cerca de 180 apoiados) e sua força na Alep.
Quando o cenário exclui Greca e outros nomes, Moro sobe para 42%, enquanto Requião Filho chega a 24% e Sandro Alex oscila para 6%. Em todas as simulações de segundo turno, o senador do PL mantém vantagem, seja contra Requião (49% a 30%), contra Greca (44% a 29%) ou contra Sandro Alex (51% a 15%).
A força do governador Ratinho Jr também foi medida: 64% dos eleitores acham que ele “merece eleger um sucessor”, o que indica boa avaliação de sua gestão (80% de aprovação), mas não necessariamente transfere votos automaticamente para seu candidato Sandro Alex , o que abre espaço para nomes como o de Alexandre Curi.
Disputa pelo Senado: acirrada e com rejeição alta
A briga por uma das duas cadeiras no Senado Federal está muito mais fragmentada e imprevisível do que a corrida pelo governo. Atualmente, o ex-governador Alvaro Dias (MDB) lidera as pesquisas com algo entre 16% e 21% das intenções de voto, dependendo do cenário.
O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) e o deputado federal Filipe Barros (PL) também figuram no pelotão da frente, com índices competitivos que beiram os dois dígitos. Segundo o site Migalhas, Deltan estaria impedido de disputar as eleições por estar inelegível.
Alexandre Curi (Republicanos) também aparece bem posicionado em alguns cenários para o Senado, com cerca de 10% a 12% das intenções — mas justamente esse desempenho moderado em âmbito federal, somado à sua força no território paranaense, alimenta a tese de que ele pode ser mais útil ao grupo governista como candidato ao governo. A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) também aparece em alguns levantamentos, mas com desempenho limitado.
Cenários eleitorais no Paraná:
Governo do Estado:
- Sergio Moro (PL) – Líder isolado com até 42% das intenções
- Requião Filho (PDT) – Principal nome da esquerda, com apoio de Lula
- Rafael Greca (MDB) – Ex-prefeito de Curitiba, rompeu com Ratinho
- Sandro Alex (PSD) – Candidato do governador Ratinho Júnior (em dificuldade nas pesquisas)
- Alexandre Curi (Republicanos) – Cotado para substituir Sandro Alex ou compor chapa com Greca; tem capilaridade entre prefeitos e força na Alep.
Senado Federal:
- Alvaro Dias (MDB) – entre 16% e 21%
- Deltan Dallagnol (Novo) – entre 13% e 18%
- Filipe Barros (PL) – entre 10% e 12%
- Alexandre Curi (Republicanos) – entre 10% e 12%
- Gleisi Hoffmann (PT) – entre 10% e 11%
Em tempo: Alexandre Curi ainda é uma incógnita, se vai disputar o Senado ou o Governo do Paraná.
Dados baseados em levantamento Genial/Quaest de abril de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais, complementados por análises da imprensa política paranaense.







