Bate-papo entre Lula e Trump desnorteia o bolsonarismo

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A recente troca de cortesias entre os presidentes Lula e Trump, após uma sequência de embates públicos via redes sociais e discursos, gerou apreensão no campo do bolsonarismo radical. A reação não surpreende: a ala extremista da oposição tem se notabilizado quase que exclusivamente por criticar e atacar as iniciativas do governo Lula.

Raramente – ou nunca – um parlamentar alinhado a esse setor apresenta um projeto que verdadeiramente atenda aos interesses do Estado brasileiro ou da maioria da população. Sua atuação resume-se a ataques e oposição sistemática.

A exceção mais notável foi a votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, proposta original de Lula ainda nas eleições de 2022. Diante da popularidade da medida, a extrema-direita viu-se encurralada: ou apoiava a proposta ou arriscava uma significativa perda de eleitores em 2026. Mesmo assim, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcanti (RJ), fez questão de tecer críticas ao projeto, em uma manobra claramente destinada a gerar espuma e agradar à sua base.

Superado esse “pesadelo”, o bolsonarismo se vê, agora, diante de outro constrangimento: o telefonema cordial entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

O diálogo, ao que tudo indica, foi positivo e promissor – especialmente constrangedor para a oposição, uma vez que o interesse pela conversa partiu do próprio presidente Trump.

Segundo aponta a colunista Andreia Sadi, o episódio soou como uma clara derrota para a tropa bolsonarista, que se vê fragilizada com a reaproximação entre os dois líderes.

É de bom alvitre esperarmos o desenrolar dos acontecimentos, pois diz o ditado: “é no balanço da carroça que as melancias se ajeitam”. Aguardemos!

 

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