Condenado pelo 08/01 Silvinei Vasques quase escapou para El Salvador, fica a pergunta: quem será o próximo?

Imagem criada I.A.
Onde estão os mandantes? Enquanto “bagrinhos” do 8/1 pagam pelos crimes, financiadores do golpe seguem impunes?
Diversos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que participaram ativamente da destruição das sedes dos Três Poderes, em Brasília, seguem presos ou respondendo a processos. Parte deles rompeu as tornozeleiras eletrônicas e fugiu para países como Argentina e Estados Unidos. Entre os que permanecem no Brasil, alguns têm recursos para contratar advogados de defesa; outros estariam enfrentando dificuldades financeiras para arcar com a assistência jurídica.
Mas a pergunta que persiste é: e os mandantes? Aqueles que idealizaram, financiaram e, de longe, comandaram a tentativa de golpe de Estado — estes estão arcando com algum tipo de responsabilidade? Oferecem apoio financeiro ou psicológico aos que executaram o plano e hoje se encontram atrás das grades?
A tentativa de fuga de Silvinei Vasques
O caso mais emblemático de tentativa de fuga entre os investigados pelos atos golpistas é o do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, nomeado durante o governo Bolsonaro.
Em dezembro de 2025 ele foi preso em flagrante pela Polícia Paraguaia no Aeroporto Internacional de Assunção, utilizando documentos falsos e disfarçado. Após a detenção, foi entregue à Polícia Federal (PF) na fronteira com Foz do Iguaçu, em Ciudad del Este. Seu destino final seria El Salvador, país governado por Nayib Bukele, que se autointitula o “ditador mais legal do mundo”.
Alerta
A tentativa de Vasques acende um alerta: ele quase conseguiu escapar. O episódio escancara a necessidade de vigilância redobrada da Justiça sobre outros condenados e investigados pelos atos golpistas, especialmente os que utilizam tornozeleiras eletrônicas.
Ferro de solda ferrou
Não custa lembrar que o próprio “chefão” do movimento, enquanto esteve em prisão domiciliar, tentou destruir seu equipamento de monitoramento com um ferro de solda — possivelmente como parte de um plano para deixar o país e, de fora, continuar articulando ataques contra as instituições brasileiras e incitando novos atos de desordem.
Todo cuidado é pouco
A Justiça não pode se descuidar. Enquanto a tropa que sujou as mãos paga pelos crimes, os mentores intelectuais e financeiros seguem incólumes — e, ao que tudo indica, articulando os próximos passos.







