Bolsonaro, crítico dos direitos humanos, agora apela para os Direitos Humanos

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A família Bolsonaro tem protagonizado uma sequência de lamentações pela prisão do seu chefe, Jair Messias Bolsonaro (PL), por crimes eleitorais, além de outros processos que ainda aguardam julgamento.

As queixas giram em torno das condições do preso nas dependências da Polícia Federal em Brasília. Ora reclama-se ora do espaço reduzido, ora do barulho do ar-condicionado de salas próximas à cela. Pasme-se: chegam a protestar porque a cela permanece trancada. Desde quando um prisioneiro tem o privilégio de manter a porta da cadeia aberta, escancarada? Em que lugar do mundo isso é permitido? Por favor, quem souber, que aponte.

O apelo mais constante e praticamente diário, envolve a saúde do preso Bolsonaro. Alega-se que ele sofre de crises fortes de soluço e que, por esse motivo, deveria deixar a cela da PF para cumprir sua pena de 27 e poucos meses no conforto de seu lar.

Se todos os presidiários do Brasil passassem a reivindicar o direito de cumprir pena em casa, os presídios do país poderiam ser desativados. Nesse caso, bastaria ao criminoso alegar algum tipo de moléstia como um soluço ou uma dor de barriga, por exemplo, para ficar isento de cumprir pena atrás das grades.

Vale lembrar que o presidente Lula cumpriu 580 dias nas dependências da PF em Curitiba, antes mesmo de uma condenação definitiva, e jamais apelou para questões de saúde para obter liberdade. Pelo contrário: recusou-se a usar tornozeleira eletrônica, afirmando, com ironia característica, que “não sou pombo-correio”.

Já o comportamento de Bolsonaro diante da prisão contrasta fortemente com o de Lula. Enquanto este enfrentou a situação sem recorrer a alegações médicas, Bolsonaro ou sua família expõe-se com frequência nas redes sociais, apelando para supostas patologias ou desconfortos com o local onde se encontra, em uma evidente tentativa de comover a opinião pública e obter regalias.

 

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