Deputados da balbúrdia na Câmara pegarão no maximo 90 dias de suspensão

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Em agosto passado, deputados alinhados ao bolsonarismo promoveram um grave episódio de bagunça no plenário da Câmara dos Deputados. A patota, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, interrompeu os trabalhos legislativos por quase 40 horas, em um ato que configurou claro quebra de decoro parlamentar.
O protesto chegou a extremos quando o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) ocupou fisicamente a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), impedindo-o de retomar a sessão. Foi uma verdadeira arruaça institucional, ultrapassando os limites do protesto político legítimo.
Agora, os primeiros reflexos chegam, ainda que de forma moderada. Nesta terça-feira (7), o Conselho de Ética da Câmara abriu processos disciplinares contra três deputados envolvidos no incidente: Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
A abertura dos processos ocorreu por solicitação da própria direção da Casa. No entanto, mesmo em caso de condenação, as penalidades previstas são consideradas brandas: os parlamentares poderão receber suspensões de 30 a 90 dias de seus mandatos, uma resposta institucional que muitos analistas consideram aquém da gravidade dos atos cometidos. E, assim, a vida política segue seu curso.







